Gerar eletricidade e levá-la até casas e comércios são etapas diferentes. Em Correntina, a pequena central hidrelétrica conhecida como Presidente Goulart transforma a força da água em energia elétrica, segundo o coordenador da instalação. A distribuição aos consumidores, incluindo a manutenção dos equipamentos dessa rede, cabe à Neoenergia Coelba, conforme nota enviada pela empresa à reportagem.
A separação ajuda a entender a quem recorrer quando há uma interrupção no fornecimento. O funcionamento da usina não se confunde com o atendimento da distribuidora, responsável pela rede que chega aos imóveis. Os materiais recebidos não demonstram que a energia gerada na PCH seja destinada exclusivamente a Correntina.
Primeira etapa: produzir energia
Segundo o coordenador, a água passa da barragem para um canal de aproximadamente 800 metros até chegar à câmara de carga. Dali, segue por condutos para duas turbinas do tipo Francis. O movimento da água faz as turbinas girarem e aciona um gerador, onde a energia mecânica é convertida em eletricidade.
O passo seguinte, de acordo com a explicação, é a passagem por um transformador, que eleva a tensão ao nível da rede à qual a usina está conectada. A energia é então injetada nesse sistema. “Nós somos só agentes geradoras”, afirma o coordenador na transcrição encaminhada à reportagem, ao distinguir o trabalho da usina da atividade de distribuição.
Ele informa que cada máquina tem limite de 4 megawatts. Segundo o relato, um sensor acompanha o nível de água na barragem e um sistema automatizado ajusta a operação das turbinas até esse limite. Quando há água acima da capacidade de aproveitamento, o excedente verte pela barragem.
As comportas integram essa operação hidráulica. O coordenador afirma que são abertas em etapas durante cheias elevadas, com acompanhamento do nível do reservatório. A função descrita é regular o nível da água; não se trata de um comando para distribuir eletricidade entre bairros ou consumidores.
Segunda etapa: distribuir até os imóveis
Na nota de 4 de novembro de 2026, a Neoenergia Coelba afirma ser responsável pela distribuição de energia aos clientes de Correntina. A empresa inclui nessa atribuição a manutenção e a preservação dos equipamentos do sistema, como postes e cabos, e diz acompanhar os indicadores de fornecimento do município.
Assim, a geração na PCH e a distribuição são atividades conectadas, mas com responsabilidades distintas. A entrevista descreve como a usina produz e entrega energia ao sistema. A nota da Coelba trata da rede de distribuição e do atendimento aos consumidores. Os documentos recebidos não detalham todos os equipamentos e limites técnicos da conexão entre essas etapas.
O que a Coelba diz sobre as interrupções
A distribuidora atribui as interrupções registradas nas duas semanas anteriores à nota a ocorrências provocadas por ventos e chuvas na região, com queda de árvores e lançamento de objetos contra a rede. Segundo a companhia, equipes foram mobilizadas para atender às ocorrências.
Essa é a explicação da empresa para o período mencionado. A nota não informa quantas interrupções ocorreram, a duração de cada uma nem os locais atingidos. O material disponível não permite atribuir esses episódios a falhas na geração da usina.
Sobre prevenção, a Coelba informa que, desde janeiro de 2026, inspecionou mais de 1,3 mil quilômetros de redes, realizou mais de duas mil podas e fez mais de 180 manutenções preventivas em equipamentos. Cita também inspeções termográficas e reconfiguração de circuitos. A nota não delimita se esses números correspondem apenas a Correntina ou a uma área mais ampla.
Como registrar uma ocorrência
Para pedir atendimento, a distribuidora indica o telefone gratuito 116, o WhatsApp (71) 3370-6350, o aplicativo Neoenergia e a Agência Virtual. Segundo a empresa, as solicitações encaminhadas nesses canais orientam o atendimento das equipes.
Consumidores que entendam ter sofrido danos em equipamentos por problemas no fornecimento podem solicitar ressarcimento pelos canais oficiais, conforme a Coelba. A companhia orienta informar data e horário da ocorrência e descrever o aparelho danificado. O consumidor pode consertar o aparelho antes da verificação por conta e risco. A Coelba orienta preservar as peças e o equipamento para eventual análise. O pedido não significa ressarcimento automaticamente concedido.
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