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Calor intenso agrava incêndio em área preservada e já atingiu mais de 1,6 mil hectares

Redação Folha Corrente
Publicado em 13/10/2026 às 13h17
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Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de outras regiões da Bahia foram mobilizadas para reforçar o combate às chamas na região de Ponte de Mateus

Um incêndio em uma área de vegetação preservada na região de Ponte de Mateus, já atingiu mais de 1,6 mil hectares, segundo informações da Defesa Civil. O calor intenso e os ventos contribuíram para agravar a situação, aumentando a intensidade das chamas e dificultando o combate ao fogo. Diante da dimensão da ocorrência, o Corpo de Bombeiros Militar mobilizou equipes de outras regiões da Bahia para reforçar a operação.

O episódio ocorre em um período de temperaturas elevadas no município, com máximas que chegam até 41 °C. Segundo a Defesa Civil o calor favorece o ressecamento da vegetação, enquanto os ventos podem levar as chamas para novas áreas. Na região atingida, a vegetação nativa fechada também oferece grande quantidade de material combustível, contribuindo para a intensidade do incêndio.

As características da vegetação exigiram recursos específicos para o combate, incluindo sopradores, equipamentos que direcionam o ar e auxiliam no controle das chamas em áreas de vegetação. A operação conta com bombeiros militares de outras regiões, incluindo profissionais de Ilhéus e Itabuna. Também foi solicitado ao Estado o envio de mais viaturas para reforçar o atendimento diante da necessidade de recursos adicionais.

A queda da temperatura e a redução dos ventos durante a noite podem diminuir a intensidade de um incêndio, mas não garantem que o fogo seja extinto naturalmente. A permanência das chamas depende de fatores como a umidade, a disponibilidade de vegetação seca e as condições do terreno. Por isso, mesmo quando o fogo perde intensidade, o monitoramento e a atuação das equipes podem continuar necessários.

Ao explicar como as condições climáticas influenciam o combate, Raiane destacou a diferença que temperaturas menos elevadas poderiam fazer na ocorrência: “Se a gente não tivesse essa onda de calor, seria uma coisa que daria para a gente mesmo controlar com mais facilidade.”

Temperaturas elevadas aumentam a preocupação

Além de elevar a sensação térmica, as temperaturas altas podem reduzir a umidade da vegetação e favorecer a propagação das chamas. Quando combinadas com ventos e grande quantidade de material combustível, essas condições tornam os incêndios em áreas preservadas mais difíceis de controlar. A situação reforça a importância da prevenção durante períodos de calor, especialmente evitando queimadas para limpeza de terrenos e a queima de resíduos. Mesmo quando um foco começa em uma área limitada, as condições ambientais podem contribuir para que o fogo se espalhe e alcance uma extensão maior.

Após o controle do incêndio, a Defesa Civil pretende trabalhar com os órgãos ambientais para avaliar os danos à vegetação e definir as medidas necessárias para a recuperação da área. O trabalho deverá identificar a extensão dos impactos e orientar as ações ambientais, incluindo a possibilidade de replantio. A dimensão final da área atingida e as medidas de recuperação dependerão da avaliação técnica realizada após o encerramento da ocorrência.

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