Alta de casos respiratórios em unidades de saúde do oeste baiano

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Tássia Tanara

Jornalista formada pela PUC-GO

Crescimento das internações por síndromes respiratórias preocupa profissionais de saúde e reforça orientações sobre vacinação, higiene e uso de máscara

O avanço dos casos de síndromes respiratórias no oeste da Bahia tem aumentado a pressão sobre as unidades de saúde da região e acendido um alerta entre profissionais da área médica. Dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram crescimento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente em decorrência da circulação da Influenza A (H3N2).

O Hospital do Oeste (HO), em Barreiras, que atende 36 municípios da região, registrou aumento de 120% nas notificações de SRAG entre janeiro e abril deste ano. De acordo com os dados divulgados, o número de pacientes internados com quadros graves de síndrome respiratória passou de 15, em janeiro, para 33 em abril, período marcado pela maior circulação de vírus respiratórios na região. 

Em Correntina, os atendimentos também seguem em alta. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que, entre janeiro e maio de 2026, foram registradas seis notificações de SRAG e 196 casos de síndromes respiratórias não especificadas. A pediatra do município, Angel Baldi, afirma que o cenário exige atenção, principalmente diante do aumento da procura por atendimento médico nas unidades locais.

“É um período extremamente crítico por conta da circulação da Influenza A, principalmente o subtipo H3N2. A gente percebe um aumento nos atendimentos e isso acaba pressionando os serviços de emergência e pediatria”, destacou.

Vacinação e prevenção

A médica Angel Baldi orienta que pessoas com sintomas gripais adotem medidas preventivas para evitar a transmissão. Entre as recomendações estão o uso de máscara, higienização frequente das mãos, evitar contato próximo com pessoas doentes e procurar atendimento médico em casos de febre persistente, dificuldade para respirar ou agravamento dos sintomas. “Cabe a cada um fazer sua parte para reduzir a transmissão desses vírus e diminuir esses números alarmantes de internações”.

A expectativa da Secretaria de Saúde é ampliar as ações de conscientização e manter o monitoramento dos casos nas próximas semanas, período em que tradicionalmente há maior circulação de vírus respiratórios.

 

O que é a Síndrome Gripal

A Síndrome Gripal é caracterizada por febre de início súbito, mesmo que apenas relatada pelo paciente, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares ou dores nas articulações, sem outro diagnóstico específico que explique o quadro.

Em crianças menores de dois anos, também é considerada síndrome gripal a presença de febre associada a sintomas respiratórios, como tosse, coriza e obstrução nasal.

O que é a Síndrome Respiratória Aguda Grave

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma evolução mais severa da síndrome gripal e pode comprometer seriamente a respiração do paciente. Entre os principais sinais de gravidade estão falta de ar, baixa saturação de oxigênio, aumento da frequência respiratória, piora de doenças já existentes, pressão arterial baixa e insuficiência respiratória. Em crianças, o quadro pode incluir batimento das asas do nariz, coloração arroxeada da pele, desidratação, dificuldade para respirar e perda de apetite. Nos casos mais graves, o paciente pode necessitar de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), especialmente em situações de choque, falência de órgãos ou instabilidade respiratória.



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