Obra de esgotamento sanitário começa em Correntina após liberação judicial
Tássia Tanara
Jornalista formada pela PUC-GO
Projeto prevê implantação de rede coletora e estação de tratamento para atender mais de 1.800 imóveis na primeira etapa
A Prefeitura de Correntina deu início às obras do sistema de esgotamento sanitário do município, considerado um dos principais projetos de infraestrutura urbana da cidade. O projeto é financiado pela Agência Peixe Vivo e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
A obra, que havia sido temporariamente suspensa por decisão judicial, foi retomada após autorização da Justiça Federal. O projeto prevê a implantação de uma rede coletora, uma estação elevatória e uma estação de tratamento de esgoto (ETE), estruturas que vão substituir o antigo modelo de lagoas de estabilização, implantado no final da década de 1990.
De acordo com o engenheiro da Prefeitura e fiscal do contrato, Aglailson Neves, o novo sistema foi projetado para garantir eficiência no tratamento dos resíduos antes do descarte final.
“O esgoto coletado nas residências e comércios será conduzido por uma rede até uma estação elevatória, onde será bombeado para a estação de tratamento. Lá ocorre todo o processo de tratamento, reduzindo a carga orgânica para níveis adequados”.
Começo da obra
Nesta primeira etapa, o sistema deve atender mais de 1.800 imóveis, concentrados na região central da cidade e em áreas com maior densidade populacional e proximidade com cursos d’água.
Os trabalhos começaram pela implantação da rede coletora, com escavações e instalação de tubulações no setor de Magalhães. A escolha do ponto inicial segue critérios técnicos, considerando o fluxo de contribuição de esgoto por gravidade.
“A rede começa com tubulações de menor diâmetro e vai aumentando conforme cresce o número de imóveis atendidos. Tudo é dimensionado com base na estimativa de geração de esgoto por residência”.
Adversidades
Outro desafio apontado é a execução em área urbana, que exige intervenções diretas nas ruas e pode gerar transtornos temporários à população.
“São obras que interferem no trânsito e no acesso às residências, mas estamos seguindo um planejamento para minimizar esses impactos, com abertura e fechamento rápido das valas”, explicou.
O projeto original, elaborado em 2024, passou por adequações técnicas antes da execução, incluindo atualização de custos com base em tabelas oficiais e revisão do número de ligações domiciliares, considerando o crescimento da cidade.
Expansão
A operação do sistema ficará sob responsabilidade do SAAE, que também será encarregado da manutenção e da expansão da rede após a conclusão da primeira etapa. O intuito é ampliar gradualmente o sistema para outros bairros, até alcançar todo o perímetro urbano.
A implantação do sistema de esgotamento sanitário é vista como uma medida essencial para reduzir a poluição e recuperar a qualidade da água do Rio Correntina, que ao longo dos anos foi impactado pelo lançamento inadequado de esgoto.
Com o tratamento adequado, a expectativa é reduzir a carga de matéria orgânica lançada no meio ambiente, melhorar indicadores de saúde pública e valorizar áreas urbanas e turísticas da cida



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