Coordenação afirma que metas e prioridades seguem em construção; calendário e canais específicos de participação ainda precisam ser confirmados.
As dificuldades de alfabetização e aprendizagem, a inclusão de estudantes e as condições das escolas estão entre os desafios apontados para o novo Plano Municipal de Educação (PME) de Correntina. Segundo a coordenadora do PME, Maria Telles, as metas e prioridades ainda estão em construção e deverão ser aprofundadas e validadas com a participação dos profissionais da educação e da sociedade.
A elaboração do documento também deverá considerar as desigualdades no acesso e na permanência escolar, as particularidades da Educação do Campo e a formação e valorização dos profissionais. A proposta é transformar o diagnóstico da rede em compromissos para os próximos dez anos, com estratégias viáveis e condições de acompanhamento, afirma a coordenadora.
O ponto de partida, de acordo com Maria, é o monitoramento do PME 2015–2025, reunido no Relatório de Avaliação da Década. O trabalho identificou avanços, metas parcialmente executadas ou não realizadas e problemas que continuam a exigir atenção. Essa avaliação deverá ajudar a distinguir o que precisa ter continuidade das situações que demandam novas respostas.
A coordenadora informa que o diagnóstico utilizou o Censo Escolar, indicadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), dados do IBGE e registros da Secretaria Municipal de Educação. Foram analisados atendimento, matrículas, rendimento e aprendizagem dos estudantes, além da formação dos profissionais.
Os números, segundo ela, foram complementados por reuniões, rodas de conversa e contribuições de gestores escolares, coordenadores pedagógicos, equipes técnicas e do Conselho Municipal de Educação. Um formulário específico também levantou informações sobre a formação dos trabalhadores da educação.
Para o secretário municipal de Educação, Clériston Mota, a infraestrutura é um dos principais desafios. Ele cita necessidades de reparos nos prédios, renovação de mobiliário e equipamentos, melhoria da internet e condições do transporte escolar. A formação continuada aparece como outra frente, ao lado da alfabetização e do letramento.
Mota defende que ações consideradas relevantes sejam transformadas em políticas públicas, para que tenham continuidade entre governos. Na entrevista, cita o programa Correntina Alfabetizada e sustenta que o planejamento deve ir além de atividades de uma gestão. A incorporação dessas iniciativas ao novo PME, porém, depende do conteúdo que será consolidado no documento.
A participação da comunidade é outro ponto destacado pelas duas fontes. O secretário relata a presença de representantes de sindicatos, associações, Câmara de Vereadores, famílias e estudantes na elaboração. Também menciona reuniões entre pais e escolas e a escuta cotidiana de profissionais e moradores como formas de reunir demandas.
Maria Telles afirma que a construção das metas deverá combinar o diagnóstico local, as diretrizes nacionais e estaduais e as contribuições da sociedade. Entre os próximos passos descritos por ela estão aprofundar os dados, ouvir a comunidade escolar, discutir propostas e consolidar o documento que subsidiará o projeto de lei.
Para quem deseja participar, ainda falta confirmar o calendário e os canais específicos para apresentar sugestões ao novo PME. As respostas não detalham prazos de consulta, forma de registro das propostas nem como a população receberá retorno sobre suas contribuições. As reuniões citadas pelo secretário não substituem essa informação prática.
Também permanecem em discussão, conforme a coordenadora, os mecanismos de acompanhamento do próximo plano. A definição desses instrumentos permitirá saber como serão observados os compromissos assumidos, quais resultados deverão ser alcançados e de que maneira a comunidade poderá acompanhar o percurso entre o planejamento e a realidade das escolas.
Para Clériston Mota, o documento deve reunir contribuições de profissionais e de quem utiliza os serviços educacionais. O secretário disse que a participação de sindicatos, associações, famílias e estudantes integra essa construção. Ao descrever o estágio do trabalho na entrevista, resumiu: “estamos na finalização”.
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