Correntina elabora primeiro Plano Municipal de Segurança Municipal

Documento reúne dados técnicos, participação popular e prevê fortalecimento da Guarda Civil e municipalização do trânsito
Foto de Tássia Tanara

Tássia Tanara

Formada na PUC-Goiás, Jornalista na Folha Corrente

A Prefeitura de Correntina está elaborando o primeiro Plano Municipal de Segurança Pública do município, com base em dados da registrados no ano de 2025. O diagnóstico inicial aponta como principal fragilidade a falta de integração entre os órgãos de segurança.

Coordenador da Secretaria de Segurança e idealizador do plano, Jônatas Velanes afirma que a proposta busca corrigir essa lacuna. “A principal deficiência é a falta de integração, que é o que estaremos, de forma planejada, viabilizando para desenvolver um trabalho eficaz na segurança”.

Dados das polícias Civil e Militar, coletados entre janeiro e novembro de 2025, registram ocorrências de crimes homicídio, além de 177 casos de ameaças e 94 de violência doméstica e familiar. Na área patrimonial, foram contabilizados 151 furtos e dois roubos. As estatísticas serviram de base para definir as prioridades do plano.

Brasão da Secretário de Trânsito e Segurança Pública

Ações integradas e mudanças no trânsito

Uma das propostas do plano é a ampliação da Guarda Civil Municipal e a municipalização do trânsito, que deve passar a ser gerido pelo próprio município.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Eurípides Beltrão, o plano reúne diferentes frentes de atuação. “Os principais eixos incluem a prevenção da violência, o fortalecimento da guarda municipal, a municipalização do trânsito, a capacitação dos agentes e a integração entre as forças de segurança”, afirmou.

Participação da população e próximos passos

A proposta está sendo construída por uma comissão com participação do poder público e da sociedade civil. A população também pode enviar sugestões durante o período de consulta pública, aberto por 30 dias após audiência realizada recentemente.

O plano ainda está em fase de consolidação e deve ser encaminhado à Câmara de Vereadores após a finalização. A execução das ações dependerá da definição de prioridades e da disponibilidade orçamentária, além da possibilidade de captação de recursos externos.

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