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Agenda Pública aponta gargalos em Correntina, e Prefeitura reforça investimentos para mudar cenário
Um levantamento nacional da organização Agenda Pública analisou as 50 cidades brasileiras com maior Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e apontou um paradoxo: municípios que mais geram riqueza no campo ainda enfrentam dificuldades para transformar esse potencial em qualidade de vida para a população.
O estudo utilizou dados de dez bases oficiais até o ano de 2024 e resultou no Índice de Condições de Vida (ICV), que avalia educação, saúde, infraestrutura, proteção social, desenvolvimento rural e gestão pública. Nenhuma das cidades alcançou índice considerado alto.
Na Bahia, três municípios do Oeste foram incluídos: Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Correntina. Os dois primeiros registraram nota 0,46, enquanto Correntina obteve 0,42, ficando entre os piores resultados.
Um problema que vem de longe
Para agricultores e moradores da cidade, os números confirmam uma realidade já sentida pela população: a riqueza gerada pelo agronegócio convive há décadas com falhas estruturais em serviços básicos, principalmente nas zonas e comunidades próximas à região agro, como o caso de Rosário. Em Correntina, o resultado não surpreende e é visto como reflexo de gestões passadas marcadas por desorganização e mau uso dos recursos públicos.
Durante anos, a cidade conviveu com a ausência de investimentos consistentes em educação, saúde e infraestrutura rural. A baixa nota é, portanto, mais um retrato das dificuldades históricas do município do que um dado sobre o presente.
O levantamento também chama atenção para um ponto crucial: cidades que demonstram maior capacidade administrativa conseguem reverter esse quadro mais rapidamente. O fator determinante não é apenas a força do PIB agropecuário, mas a eficiência da gestão em transformá-lo em políticas públicas que cheguem à vida real das famílias.
Esse descompasso é o que ajuda a explicar por que municípios que produzem tanto para o país ainda convivem com índices sociais abaixo do esperado.
Expectativa de mudança
Em Correntina, a atual administração reforça que os dados correspondem a um período anterior, mas reconhece que o diagnóstico traduz o que o município herdou. O prefeito Mariano Correntina afirma que a cidade já iniciou um processo de virada.
Entre as principais medidas em execução está a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), obra aguardada há décadas e que vai despoluir o Riacho Vermelho e que terá o ato de assinatura da ordem de serviço, nesta sexta-feira, 29. Outro investimento de impacto é a ampliação do ensino integral, com programas de inclusão escolar e entrega de notebooks a professores para modernizar as práticas pedagógicas, a distribuição mensal de cestas básicas para alunos do EJAI, para diminuir a evasão educacional, além de cursos de capacitação profissionalizantes.
Na saúde, a Prefeitura tem ampliado a cobertura da atenção básica e estruturado serviços de média complexidade, além de fortalecer programas de prevenção. No setor rural, iniciativas de apoio à agricultura familiar e incentivo à produção sustentável visam aproximar a riqueza do agronegócio da vida cotidiana das famílias que dependem da terra.
Segundo Mariano Correntina, os dados reforçam a importância de avançar no ritmo atual: “Esse é um retrato de anos de descuido, mas Correntina já está mudando com obras e programas concretos. O que estamos fazendo agora vai refletir em novos indicadores no futuro próximo. E essa mudança já está podendo ser sentida pelo nosso povo.”
Virada em construção
O estudo da Agenda Pública apresenta um retrato duro, mas não definitivo. Ao apontar gargalos históricos, reforça a importância de continuidade em áreas sensíveis como saneamento, educação e saúde.
Correntina ainda sente os efeitos de gestões passadas, marcadas por desorganização e atrasos, mas dá sinais de mudança. Os investimentos em andamento indicam um esforço para alinhar a força do agronegócio a um modelo de desenvolvimento que alcance a vida das pessoas.
O índice divulgado reflete o passado recente. O impacto das obras e programas atuais será medido adiante, quando novos levantamentos mostrarem se o município conseguiu transformar riqueza em qualidade de vida, ou se está indo pelo caminho certo.
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